iG - Internet Group

iBest

brTurbo

Notícias

18/08 - 18:41hs

Qual cabo eu uso?
De nada adianta uma TV top de linha se os cabos que a conectam aos seus aparelhos são ruins: a imagem vai ficar uma porcaria. Aprenda a fazer a ligação certa para ter uma imagem perfeita

José Ouro Camargo

Não tem coisa pior: você gasta uma pequena fortuna em uma televisão de última geração, de plasma ou LCD e, ao chegar em casa e conectar todos os seus aparelhos nela, descobre que a imagem está pior – muito pior – do que a imagem que sua obsoleta e cansada TV de tubo mostrava.

Instalar uma nova TV não é nada fácil. Se for embutida na parede, a tarefa de instalá-la sozinho, sem a ajuda de um técnico, é praticamente hercúlea. Furos na parede, cabos antigos passados, e a cara de decepção quando se liga o DVD. Por que razão a imagem ficou tão ruim?

A resposta é simples e direta: a culpa é dos cabos. Isso mesmo, os cabos. Pouca gente se dá conta, mas o espaguete de cabos que servia bem à sua televisão antiga de tubo simplesmente não dá conta do recado quando o assunto é televisão de alta definição.

Transferir o espaguete de cabos é a pior solução possível. Especialmente porque muita gente ainda usa as velhas conexões do século passado em seus novos aparelhos, sem imaginar que mesmo televisores convencionais podem se beneficiar bastante de bons cabos.

O problema é que atualmente os tipos de cabos no mercado são tantos que até um especialista pode ficar confuso. Vídeo composto ou componente? O que é HDMI? Aquele cabo caríssimo banhado a ouro faz mesmo alguma diferença? Confira nosso guia, e aproveite a máxima qualidade de imagem que sua TV pode oferecer.

Os tipos de cabos

RF - A conexão mais antiga disponível é a velha conexão RF, usada em cabos de antena externa e de TV por assinatura. O sinal transmitido pelo cabo é analógico e bastante suscetível a interferências externas, como ruído eletromagnético: quem já ligou um liquidificador e viu a imagem da TV ficar cheia de chuviscos sabe o que é isso. Esse tipo de conexão era muito usada pelos antigos aparelhos de videocassete e ainda é usada em muitos gravadores domésticos de DVD.

O principal problema do RF é sua utilização para conectar aparelhos dentro de casa. Diferente das operadoras de TV a cabo, que usam repetidores e amplificadores de sinal para garantir uma qualidade mínima de sinal no televisor do assinante, a conexão de aparelhos por RF é bastante ruim.

As cores se perdem, a definição da imagem é ruim e, se o cabo for de baixa qualidade e a ponteira dele - a parte que é rosqueada nos aparelhos - for mal montada, a imagem será um festival de estática. Evite usar esse tipo de conexão. Os televisores são dotados de uma série de entradas muito mais confiáveis.

Composto - É o clássico cabinho de vídeo, aquele com a ponta amarela (acompanhado de pontas vermelha e branca para áudio), que vem em praticamente todo equipamento de vídeo do mercado. Como o nome sugere, o cabo leva toda a informação de vídeo misturada em um sinal analógico composto, que é recebido pelo televisor e transformado em imagem.

O problema do cabo composto é justamente esse. Como a informação de vídeo vai toda misturada, muitas nuances da imagem se perdem pelo caminho. A definição dos contornos e das cores são bastante prejudicadas. Se o cabo for de baixa qualidade, fino demais e com pouca proteção contra interferências eletromagnéticas, o resultado é ainda pior.

A conexão por cabo composto é muito melhor que a por RF, mas existem opções muito melhores em praticamente qualquer televisor vendido a partir de 1995. Às vezes este tipo de cabo também é chamado de "RCA", por causa da empresa que criou e padronizou o tipo de conector usado.

S-Video - Desconhecido pela maioria dos consumidores brasileiros, ele é a melhor opção para televisores "de tubo" que não tem uma entrada mais moderna, como o vídeo componente. O conector redondo se parece bastante com o conector PS2 dos mouses e teclados dos PCs. A maior vantagem do S-Video é separar a informação de vídeo em vias (fios) diferentes dentro do cabo, evitando que ela sofra muita distorção e interferência até chegar ao televisor.

Esse tipo de conexão oferece vantagens dramáticas ao ser usada com aparelhos de DVD, filmadoras analógicas e videogames. Os contornos da imagem ficam mais definidos, as cores mais vivas e o contraste melhora bastante. Aqui também vale a regra dos cabos compostos: não use cabos finos demais, pois como a informação de vídeo transferida pelo cabo é analógica, ela está sujeita a interferências eletromagnéticas externas.

Componente - É o melhor tipo de conexão analógica que existe. A imagem é decomposta nos três canais primários de luz - vermelho, verde e azul - e cada canal é transferido ao televisor por um cabo próprio, sem misturar os sinais.

Os conectores tem o mesmo formato dos usados nos cabos de vídeo composto, mas com cores direrentes: azul, vermelho e verde, um para cada canal de cor. Ao contrário dos anteriores, este tipo de cabo não transporta o áudio, só vídeo. Ou seja, você vai precisar de cabos extras se quiser ouvir alguma coisa

O resultado é a melhor imagem possível em um televisor convencional de tubo. Aparelhos de DVD mais sofisticados e videogames da nova geração (como o PS3, Xbox 360, Wii e até o "velho" PS2) usam esse tipo de conexão. Televisores de alta definição também são compatíveis com esse tipo de conexão, assim como muitas das TVs de tubo mais recentes, especialmente modelos com telas de mais de 21 polegadas.

Qualquer cabo componente pode ser usado para transferir um sinal de alta definição, mas é recomendável investir em cabos de maior qualidade, blindados contra interferências externas e com maior calibre, o que resulta em uma transferência mais fácil de informações entre o aparelho que gera o sinal de vídeo e o televisor.

HDMI - Esse tipo de conexão é o topo de linha. Diferente das anteriores, o HDMI não usa nenhum tipo de transmissão analógica. Tudo é digital, livre de interferências externas. O cabo se parece muito com um cabo USB. O televisor se encarrega de converter o sinal digital - sem perdas de qualidade - em imagem.

A qualidade é pelo menos idêntica, e geralmente levemente superior, que a imagem oferecida por uma boa conexão vídeo componente. A principal vantagem do HDMI é que ele dispensa cabos de áudio. O som, digitalmente codificado, passa pelo mesmo cabo que a imagem. Numa tacada só, em uma TV de alta definição, é possível eliminar pelo menos cinco cabos: três do vídeo componente e mais dois para áudio.

O HDMI é conveniente para quem tem mais conhecimento em eletrônicos e faz questão de usar todos os recursos de seus equipamentos e uma verdadeira mão na roda para quem não tem muita intimidade com equipamentos de vídeo, pois é só plugar e desfrutar de som e imagem de alta qualidade.

Qual conexão é a melhor?

Depende muito do aparelhos que você quer ligar.  Videocassetes ganham muito se conectados com o cabo composto. Se sua TV for antiga e não tiver conexões de vídeo componente, o S-Video é a melhor opção para DVDs e videogames. O vídeo componente é ideal para televisores de tubo de definição padrão, de alta definição e mesmo telas de plasma ou LCD.

E finalmente, se seu aparelho de TV tiver HDMI, use-o sem medo. Como a maioria das telas de plasma e LCD possui apenas uma ou duas entradas HDMI, use também as entradas vídeo componente para ligar outros aparelhos. A qualidade de imagem é parecida e o resultado final excepcional.

Vale a pena pagar mais?

Um aviso final: cabos caríssimos, que custam e R$ 300 a até R$ 1.000, nem sempre são a melhor opção. Você paga pela grife do cabo. Um bom cabo deve custar de R$ 50 (cabo composto ou S-Video) a no máximo R$ 120 (HDMI com 1,8M de comprimento). Mais do que isso é puro desperdício de dinheiro.

E fique esperto com o papo de que o cabo tem conectores banhados a ouro. No geral a quantidade de ouro utilizada é tão minúscula que na prática o benefício é nulo. Isso quando o "ouro" não passa de um pigmento amarelo sobre o metal do conector.

Escolha cabos de qualidade, com conectores brilhantes e limpos (a oxidação do metal do conector interfere na qualidade do sinal) e você terá uma excelente experiência multimídia.


Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


- Divulgação

Qual cabo eu uso? De nada adianta ter uma TV top de linha se o cabo que a conecta ao seu DVD Player ou videogame é ruim: a imagem vai ficar uma porcaria. Aprenda a fazer a conexão certa

AMPLIAR

SETA ESQUERDA

SETA DIREITA

publicidade